12 de set. de 2013
23 de jun. de 2013
Proposta de Construção da Linha 03 Metrô
A luz das manifestações sobre o custo e a qualidade do transporte público, no Brasil, no RS, mas fundamentalmente na região metropolitana de POA, ouso, neste momento, fazer a seguinte proposta para este setor:
Considerando a necessidade de busca de alternativa para desafogar o trânsito e aumentar a oferta de transporte coletivo.
Considerando que entre as soluções de transporte público de qualidade, o trem aparece como alternativa mais viável.
Considerando que a região metropolitana precisa de integrar-se cada vez mais em todas as direções.
Considerando a necessidade de barateamento de custos das passagens urbanas nos transportes coletivos.
Propomos, para o mais breve possível a elaboração de projeto e estudo de viabilidade para a linha 03 (três) do Trensurb.
Do Traçado
Ligando Sapucaia do Sul/Esteio saindo da estação Luis Pasteur ao longo da RS118, pode ser no canteiro lateral direito no sentido proposto ou mesmo utilizar a via lateral direita em alguns trechos, a estudar. Passando por Cachoeirinha, Gravataí, Alvorada finalizando em Viamão. Esta linha atenderá uma população de aproximadamente 1.030,000 (Um milhão e trinta mil Habitantes) segundo o censo de 2010.
Ligará a linha atual aos distritos industriais de Sapucaia, Cachoeirinha, Gravataí, Alvorada e Viamão, uma Universidade a Ulbra Gravataí e bairros densamente povoados destas cidades.
Além disso, permitiria a integração Trem/Ônibus em todas as cidades citadas bem como com a linha existente. Alguns exemplos: Um usuário poderá sair de trem de Viamão e chegar ao centro de Novo Hamburgo com uma única passagem e vice versa. Ou ainda sair de Gravataí e ir ao Aeroporto Salgado filho, fazendo apenas uma baldeação de trens na estação Luis Pasteur. Enfim, são inúmeras ás vantagens deste projeto. Porém, para que se torne realidade, queremos que seja amplamente debatido por todos os interessados, principalmente pelas comunidades que serão beneficiadas.
OBS: A proposta é de que seja utilizada a mesma tecnologia que está levando o trem de SL a NH, por cima de estruturas concretadas para não interferir na mobilidade e dividir mais nenhuma cidade.
Propostas de estações: Terminal Luis Pasteur, Estação Nova Sapucaia; Boa Vista/Primavera; Distrito Industrial/Novo horizonte; Vila Betânia/Cachoeirinha; Eletrosul/Fátima/Cachoeirinha; Passo do Hilário/RS 20; Ulbra Gravataí; Gravataí/parada 70; Distrito industrial Gravataí; Distrito Industrial Alvorada; Vila Elza; Tarumã e Estação Viamão. Os estudos mostraram a viabilidade e/ou necessidade de mais ou menos estações. No total será 14 estações mais a amplificação do terminal Luis Pasteur.
Acreditamos ser um bom momento para pensar o transporte coletivo e integrar a população de toda região metropolitana.
Pela Proposta
Ivan Braz – braz.ivan@gmail.com
É formado em Gestão Pública, ativista politico, morador de Sapucaia do Sul.
Junho de 2013
7 de fev. de 2013
Politica X Moralidade
Esta semana iniciou com importante decisão politica tomada pelos membros do legislativo brasileiro. Os reflexos desta decisão que foi antecedida pela escolha feita na alta corte nacional, sentiremos no decorrer dos anos. Obviamente que terão influência em decisões que ainda serão tomadas nas diversas câmaras municipais Brasil a fora.
Sabemos no entanto que a Politica, “é a arte de conviver pacificamente entre os diferentes” , porem esta convivência não deve prescindir de alguns valores, entre eles “o moral”.
Ocorre que nas escolhas feitas pelo Senado e pela Câmara dos seus presidentes, este quesito foi deixado de lado. Hora, isso expressa uma das grandes contradições do governo da presidenta Dilma.
De um lado, a própria presidenta vinha agindo e manifestando publicamente que não seria conivente com “mal feitos” e quem os cometesse deveria ser punido. De outra forma, é sabido que o centro de governo contando com a participação da presidenta foram decisivos para a eleição de dois suspeitos de terem cometido “mal feitos” ao longo de suas carreiras públicas. Conclusão, “ou a presidenta mudou de ideia ou mudaram ela”. Mas estes episódios não param por aí, uma parcela significante de integrantes do partido a que pertence os protagonistas políticos deste enredo é conhecida por ser tolerante com este tipo de conduta, até ai nenhuma novidade , porem o que nos causa estranheza e constrangimento para alguns, é a conduta do partido da presidenta, que forçosamente vem naturalizando a imoralidade como algo necessário na politica. Do ponto de vista da legalidade dos atos e das duas eleições, certamente não havia nenhum impedimento para que fossem eleitos, pelo menos por enquanto, mas, do ponto de vista moral, haviam fortes indícios de que nem um e nem o outro estavam aptos para as funções, fazendo com que a nação aceite naturalmente que não precisa mais se preocupar com a moralidade para alçar o comando das instituições mais importantes para o processo de consolidação da nossa democracia.
Felizmente, não foram unanimes, nos dois episódios tiveram oposição, ainda que, de uma minoria, mas o que nos deixa aliviados e confiantes no futuro, que um dos partidos que mais cresce e caminha para ser alternativa de poder politico, com larga experiencia em gestão bem sucedida, que se mantém com alguma coerência ideológica, que se mantém (muito duramente) preservando alguns valores, entre eles a moral, que se renova e acompanha a modernidade, tanto no que diz respeito ao equilíbrio geracional, com os mais experientes recebendo e passando conhecimento para os mais jovens, teve a ousadia de discordar, mesmo fazendo parte da base de apoio do governo, para manter a busca de um país desenvolvido economicamente, socialmente justo, ambientalmente sustentável e moralmente viável o Partido Socialista Brasileiro PSB esta de parabéns, primeiro por ter apoiado o Senador Pedro Taques PDT-MT para presidir o Senado e segundo por ter apresentado a candidatura do Deputado Júlio Delgado PSB-MG para disputa da Câmara, mostrando que, fazer politica preservando valores morais é possível.
Ivan Braz
Presidente Municipal PSB/Sapucaia do Sul
Sapucaia do Sul Fevereiro de 2013
31 de jan. de 2013
A Tragédia de Santa Maria
Exitei muito em me manifestar diante da “tragédia de Santa Maria”, ocorre que, ao ouvir e ler sobre as mais diversas opiniões e conclusões que vão desde a busca de responsabilidade a gestos de solidariedade, fui instado a também emitir minha modesta opinião, senão vejamos:
Primeiro, de tudo que tenho ouvido, certamente muitas opiniões estão coberta de razões, porém existem outras que não passam de oportunismo sensacionalista, haja visto que, temas que envolvem violência, sempre atraem muitos, centenas, milhares de telespectadores, também existem os que realmente gostariam de ver as coisas mudar para melhor, ainda que, provocados por esta e outras tragédias anunciadas. Fazemos um parente-se para afirmar de forma muito contundente que o que aconteceu em SM foi uma “tragédia”, na medida em que não se pode enquadrar de maneira alguma na categoria de acidente, uma vez que o conceito mais simples de acidente, poderíamos sintetizar assim: “acidente é todo episódio, fato e/ou ação negativa que não poderia ter sido evitada”, hora, o caso em tela, poderia perfeitamente ter sido evitado.
Segundo, a nossa reflexão, não é para entrar no mérito das responsabilidades ou de como poderia ser evitado, uma vez que isso no nosso entendimento não acrescentará nada além do que já foi dito, visto e falado. Pretendemos chamar atenção de quem interessar possa, de que tragédias como esta e outras que acontecem dia a dia, poderiam nos provocar uma profunda reflexão sobre as nossas condutas, nosso comportamento e nossas atitudes. Fato é que, em se tratando da cultura vigente em nossa sociedade, ninguém é responsável ninguém é culpado, ninguém foi ou é imprudente, enfim ninguém tem nada a ver com isso, pois, na minha opinião, todos, indistintamente todos, somos culpados, todos somos responsáveis, todos somos imprudentes e todos nós temos muito a ver com isso. Poderia aqui, discorrer sobre cada uma das afirmações que faço de forma muito responsável, porém o que desejo suscitar é uma profunda reflexão sobre a nossa necessidade, se não de mudança pelo menos de repensar as nossas atitudes comportamentais. Obviamente, que, para não ficarmos tão no vazio, cito alguns exemplos de comportamentos, a meu juízo inadequado que é; a cultura do jeitinho, a cultura da lei de Gérson, a cultura da transferência de responsabilidades, a cultura do não tenho nada a ver com isso, enfim uma série de conceitos que não condizem mais com a realidade de uma nação que busca consolidar um ambiente saudável, uma sociedade mais justa com respeito a liberdade, as diferenças individuais, enfim uma sociedade mais humanizada. Mas, creio que, a grande lição que fica desta tragédia é isso, a necessidade que temos de repensar nosso comportamento social, sem com isso deixar de fazer as adequações na legislação, na fiscalização, na busca das responsabilizações, enfim de tudo aquilo que esta sendo debatido, porem, reitero, todos, indistintamente todos somos responsáveis por este tipo de tragédia que, obrigatoriamente terá que nos levar ou elevar para um outro padrão de comportamento social. Fica a reflexão.
Ivan Braz
Servidor público
Presidente Municipal do Partido Socialista Brasileiro
Sapucaia do Sul
Janeiro de 2013
9 de nov. de 2012
Tributo a um Guerreiro II
“Me liga a qualquer hora, meu telefone, é um fone militante, esta disponível vinte e quatro horas por dia”.
Render homenagens a um companheiro que dedicou sua vida para a luta do combate ao racismo e a promoção da igualdade de direitos e oportunidades raciais, é o mínimo a fazer para não deixar se apagar da memória de muitos militantes, tanto negros como não negros que conheceram José Alves Bittencourt, o “nego Lua” apelido ao qual gostava de ser chamado e por muitas vezes substituiu seu próprio nome oficialmente. Talvez este apelido despretensioso não tenha sido dado em função da dimensão da luta deste guerreiro, mas o certo é que, não existe à noite sem lua, ainda que a mesma por vezes encontre-se encoberta por algumas nuvens, guardadas as devidas proporções não existe luta do povo negro gaúcho contemporâneo sem a lembrança do nego Lua.
Necessário dizer, quando vimos alguns negros se destacando no cenário nacional, seja na vida pública, nas artes, na cultura, no esporte ou mesmo na iniciativa privada, certamente para que estes possam destacar-se e desfrutar da liberdade conquistada, muitos, vários e ate milhares de abnegados guerreiros como o “lua” lutaram para que isto pudesse hoje estar acontecendo. Outros ainda conquistarão a sua emancipação social, politica, econômica e cultural desfrutando das glórias e das vantagens da luta dos que tombaram.
Por isso, neste mês da consciência negra (que deveria ser o ano inteiro), e na data da partida rumo à outra dimensão do companheiro Lua, convidamos a todos para refletir sobre nosso papel na sociedade, sobretudo os beneficiários das politicas de ações afirmativas, mas fundamentalmente os que gozam de liberdade de pensamento para não esquecermos quem somos de onde viemos, e qual legado deixaremos as futuras gerações.
Para além das demandas e das denuncias, são muitas, cumpre-nos honrarmos a memória daqueles e aquelas que tombaram peleando, fazendo a sua parte para que hoje pudéssemos estar aqui testemunhando sobre este legado.
Portanto caríssimos leitores, façamos a nossa parte, pode ser de maneira muito singela, relembrando a luta deste guerreiro, com certeza não é única, mas serve para todos aqueles que de uma forma ou de outra, empreenderam esforços em prol da causa da comunidade negra, que ainda esta longe de ser superada.
Reconhecemos as conquistas sim, mas ainda há muito a ser conquistado, por isso a luta continua, até porque, “se não lutar, não muda”.
Salve Lua, Salve todos os guerreiros e guerreiras que tombaram lutando.
Ivan Braz
Militante
Novembro de 2012
5 de ago. de 2012
Motivo de INDEFERIMENTO Cand. Ivan Vice Prefeito PDT/PSB
Segue para conhecimento de todos, a razão do INDEFERIMENTO de minha candidatura a vice-prefeito na chapa PDT/PSB Coligação SIM, Sapucaia é Importante pra Mim.
Saliento que os prejuizos politicos, morais e econômicos serão buscados no judiciário.
Informo ainda que tinhamos o direito de recorrer as instancias superiores com grandes possibilidades de reversão, TRE/TSE, porém, não o fizemos para não prejudicar o ritmo da campanha que fará Ibanor Catto o próximo prefeito de nossa cidade.
Qualquer dúvida, estamos abertos para toda e qualquer informação.
Att
18 de jul. de 2012
12 de jun. de 2012
No Brasil, a pobreza tem cor
"O sempre mestre e sempre saudoso Evandro Lins e Silva lembrava-me a força de bisturi da lógica de Anatole France desmontando o igualitarismo farisaico do direito liberal:
“Em sua igualdade majestática a lei proíbe tanto ao rico quanto ao pobre dormir embaixo da ponte, esmolar nas ruas e furtar pão”.
Os dois mestres e a sentença genial me vêm a propósito de telefonema de prezada amiga e leitora, que me interpela pedindo justificativa para as políticas de afirmação positiva:
“Se somos todos iguais, não seria uma discriminação contra os outros, o privilégio dado aos negros no acesso à universidade?”
Ora, não somos iguais, e uma das maiores farsas do direito de classe é a afirmação, consagrada nas chamadas constituições democráticas, de que ‘todos são iguais perante a lei’, que só poderia ser aceita como projeto de uma sociedade igualitária. Numa sociedade de classes, como a brasileira, essa ‘igualdade’ formal, tomada ao pé da letra, significa simplesmente a manutenção das desigualdades e o aprofundamento da dominação dos pobres. Na verdade, somos desiguais (uns mais fracos outros mais poderosos, uns mais aquinhoados outros menos aquinhoados, uns ricos outros pobres – e, outros, miseráveis), e, por isso, a igualdade só se busca quando os diferentes são tratados de forma diferenciada. A formulação marxiana – ‘De cada um de acordo com suas possibilidades, a cada um de acordo com suas necessidades’ – parece-me a mais correta e a única de corte humanista. Não pode o Estado cobrar de todos os mesmos deveres, nem oferecer a todos os mesmos direitos, pois, dos poderosos, dos ricos, incumbe-lhe cobrar mais e aos mais fracos, aos mais pobres, oferecer mais (porque deles, tomou e toma mais).
Toma mais dos pobres, também, porque a estrutura tributária é injusta: penaliza o salário e protege o rendimento financeiro.
Mas, observe-se que, se a maioria da população legitimar um Estado que de pronto consagre a desigualdade absoluta entre seus súditos, legitimará a Pretória do Apartheid, legitimará o statu dos dalits, intocáveis, seres inferiores para 60% da população indiana. No mundo do homem, é desafio buscar a igualdade na desigualdade.
É farsa dizer que o filho do pobre, já inferiorizado em todos os sentidos por ser pobre e arcar com todas as consequências daí resultantes (moradia precária, má alimentação, baixa escolaridade familiar etc.), que frequenta nossas péssimas escolas públicas de ensino básico, fundamental e médio (quando delas não é afastado para contribuir na composição do salário familiar), desaparelhadas propositalmente desde os primeiros governos militares, é farsa dizer, repita-se, que esse filho do pobre tem, no vestibular de acesso ao ensino superior (e o vestibular já é em si uma consagração da diferença) as mesmas oportunidades do rebento da classe média alta, que estuda em escolas privadas e caras, equipadas com laboratórios e bibliotecas, com acesso ao “cursinho”, a estudo particular de línguas e a viagens internacionais de intercâmbio – e, com tudo isso e por tudo isso (acrescente-se à lista a rede de contatos, importantíssima na nossa cultura do favor), ingressa no mercado de trabalho muito mais tarde e com preparo incomparável, numa disputa com só os seus pares.
O Estado (os teóricos do reacionarismo não são burros) quando destrói a opção da escola pública, abastardando sua qualidade, está conscientemente desaparelhando o pobre na disputa do mercado de trabalho e impedindo sua ascensão social e a conquista da cidadania, pois mercado e cidadania são reservados aos ‘mais iguais’, os filhos da classe média alta. Quando o Estado põe esse pobre e esse rico “em igualdade de condições” na disputa do que quer que seja, mas principalmente na disputa de uma vaga na universidade pública, está punindo o pobre. E quando digo o pobre, refiro-me, principalmente, aos negros, porque no Brasil a pobreza tem cor. À nossa dívida pela discriminação econômica, soma-se, como elemento ético, a dívida impagável de brancos e escravocratas.
Quando destrói a escola pública, o Estado reacionário decide dificultar o acesso do pobre à escola universitária pública, gratuita e de boa qualidade, e ao fazê-lo procura reservá-la àqueles que puderam frequentar cursos preparatórios de qualidade. A decisão da sociedade de classes é essa: aos pobres a formação secundária de baixa qualidade que não os capacita nem para o vestibular da universidade pública nem para o mercado de trabalho, cada vez mais exigente; aos ricos a escola universitária de qualidade, a carreira universitária, a pesquisa, as grandes clínicas e os grandes escritórios, enfim, a reprodução do poder e da dominação. É ou não é um sistema de cotas às avessas?
As universidades públicas, sejam estaduais, sejam federais – por exemplo, a USP, a Unicamp, a UFRJ e outras que tais – são, a rigor, as únicas que oferecem, na área técnica, laboratório, pesquisa e, quase sempre, bolsas de iniciação científica, custeadas, é evidente, ora pelo CNPq, ora pela Finep, ora pela Fundação de Amparo à Pesquisa do respectivo estado. Aliás, as universidades públicas são responsáveis por algo como 80% dos cursos (respeitáveis) da área técnica, como as engenharias em geral, medicina, física etc. Por todas essas razões, seus vestibulares são os mais procurados, e, por serem os mais procurados, os mais difíceis. Ou seja, são acessíveis apenas aos vestibulandos mais bem formados, filhos da classe média, de média para alta. Com esses jovens evidentemente não podem concorrer os pobres egressos da escola pública secundária, de baixíssima qualidade, restando-lhes as inumeráveis espeluncas espalhadas pelas esquinas como os botequins, que estão, no país inteiro, há décadas, imprimindo diplomas de ensino superior sem serventia no mercado competitivo.
Mas quais são os cursos que lhes são reservados, aos pobres, na escola privada? Os técnicos? Não. Esses são caros e o ensino privado é um ramo da atividade comercial, que persegue o lucro (já há dessas empresas com ações em bolsa!). Aos pobres são destinados os cursos que não requerem laboratórios nem professores de tempo integral, que podem ser dados em salas com mais de 50/60 alunos, cuja didática depende exclusivamente de exposições do professor mal-remunerado correndo de uma escola para outra, de uma aula para outra, para assegurar o salário mensal. Depois de quatro anos de ‘estudos’ e muitas mensalidades e matrículas pagas pelo esforço familiar, o jovem pobre sai da ‘faculdade’ com um canudo de advogado, de jornalista, de assistente social, disso ou daquilo, e volta para seu empreguinho de origem, no comércio, na indústria, onde puder. Doutor de canudo, anel, foto e festa de formatura, mas sem qualificação e sem mercado. Enquanto isso, seu colega (de geração) que conclui também o curso, mas ou na universidade pública ou numa PUC, já se prepara, com bolsa, para o mestrado, já pensando no doutorado no exterior. Ou já sai empregado, quando não começa a trabalhar nos últimos semestres. Cedo, recomendado pela verdadeira grife que é o só nome de sua escola, já terá conhecido os primeiros estágios profissionais.
É o ensino na sociedade de classes.
A política de cotas visa a reduzir essa injustiça. Os reacionários de todos os quadrantes bradam que isso quebrará o ‘alto’ padrão do ensino. A realidade – como sempre ela! – os desmente. Os egressos da política de cotas e de programas como o Pró-UNI têm-se revelado, no geral, excelentes alunos."
*Roberto Amaral é vice-presidente do Partido Socialista Brasileiro(PSB), ex-ministro da Ciência e Tecnologia e ex-presidente diretor da empresa binacional Alcântara Cyclone Space (ACS). Escreve toda segunda-feira na página da Carta Capital na Internet (www.cartacapital.com.br).
4 de jun. de 2012
HOJE é dia de planejamento no PSB-Sapucaia
Bom dia a tdos filiados(as) do PSB de Sapucaia do Sul. Queremos lembrá-los(as)que hoje(04/06/12),realizaremos nossa oficina de planejamento e organização de campanha. A atividade tem inicio ás 19h00, em nossa sede, sob a coordenação do dirigente estadual Carlos Orling.
Contamos com a participação de todos(as) que desejam construir um novo caminho pra nossa cidade. Saudações Socialistas!!
29 de mai. de 2012
Sancionada lei que criminaliza exigência de cheque caução
BRASÍLIA - O Diário Oficial da União publica nesta terça-feira a lei que torna crime a exigência de cheque caução para atendimento médico de urgência. A lei, de autoria dos ministérios da Saúde e da Justiça, altera o Código Penal de 1940 e tipifica a exigência como crime de omissão de socorro. A prática de exigir cheque caução já é enquadrada como omissão de socorro ou negligência, mas não existia uma referência expressa sobre o não atendimento emergencial.
A nova lei entra em vigor a partir de hoje. A pena é de detenção de três meses a um ano e multa para os responsáveis pela prática de exigir cheque caução, nota promissória ou qualquer garantia, inclusive o preenchimento prévio de formulários administrativos, como condição para o atendimento médico-hospitalar emergencial. A pena pode ser aumentada até o dobro, se da negativa de atendimento resultar lesão corporal de natureza grave, e até o triplo se resultar em morte.
Os hospitais particulares ficam obrigados a afixar, em local visível, cartaz ou equivalente, com a seguinte informação: "Constitui crime a exigência de cheque caução, de nota promissória ou de qualquer garantia, bem como do preenchimento prévio de formulários administrativos, como condição para o atendimento médico-hospitalar emergencial, nos termos do Artigo 135-A do Decreto-Lei no 2.848, de 7 de dezembro de 1940 - Código Penal."
O Poder Executivo ainda regulamentará a lei. A proposta foi apresentada pelo governo federal um mês após a morte do secretário de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, Duvanier Paiva Ferreira, 56 anos, vítima, em janeiro passado, de um infarto depois de ter procurado atendimento em dois hospitais privados de Brasília. Segundo a família, as instituições teriam exigido cheque caução.
http://br.noticias.yahoo.com/sancionada-lei-criminaliza-exig%C3%AAncia-cheque-cau%C3%A7%C3%A3o-130903739.html
28 de mai. de 2012
Partidos políticos estudam formas de ganhar credibilidade com eleitores
Prestes a escolher seus candidatos às eleições municipais, as legendas vivem crise crônica de credibilidade provocada por fatores como falta de identidade e excesso de siglas.
O Brasil tem 29 partidos. Sem pesquisar no Google, você é capaz de citar pelo menos metade deles de cabeça?
A dificuldade para responder é mais comum do que parece e, segundo especialistas, pode estar por trás de um fenômeno indicado por diferentes institutos de pesquisa: a maioria dos brasileiros não confia nas siglas partidárias. E não é de hoje.
O último levantamento sobre o tema, divulgado no dia 15 pela Fundação Getulio Vargas (FGV), revela que 94% dos entrevistados veem os partidos com suspeição. Em outra enquete, publicada pelo Vox Populi no dia 4 deste mês, 60% admitem não simpatizar com nenhuma legenda.
— As pessoas têm razão ao criticar. A situação chegou a um patamar em que ninguém mais sabe quem é oposição e quem é situação — resume o cientista político Valeriano Costa, da Unicamp.
Mas não é só isso. A descrença, na opinião do cientista político André Marenco, da UFRGS, é resultado de uma história marcada por rupturas. As constantes mudanças de regime, intercaladas por períodos de exceção, como o Estado Novo e a ditadura militar, retardaram a consolidação dos partidos. Com duas décadas de democracia, não é exagero afirmar que a maioria dos brasileiros sequer sabe para o que eles servem.
— As principais siglas, como o PMDB e o PT, têm apenas 30 anos. Na Europa, elas têm mais de cem, e isso faz diferença — destaca Marenco.
O problema é que a desconfiança crônica vem sendo turbinada desde a década de 1980. Nas Diretas Já, setores da sociedade chegaram a depositar esperanças nas novas legendas, mas a euforia durou pouco. A partir da redemocratização, as agremiações se multiplicaram em velocidade acelerada. Muitas mudaram de nome. A infidelidade partidária e as alianças de ocasião, unindo adversários em troca de cargos públicos, contribuíram para confundir o eleitorado.
— A verdade é que os partidos foram se esvaziando de ideias, de princípios e de ideologias. Em nome da governabilidade, alguns fazem coisas que até o diabo duvida. Aos olhos da população, ficaram todos iguais — lamenta o ex-governador Alceu Collares, um dos ícones do PDT no Estado.
Reforma política pode indicar saídas
Para completar o cenário, a corrupção ganhou as manchetes dos jornais e entrou em evidência como nunca. Casos como o do mensalão, que atingiu em cheio o petismo, abalaram de vez a fé dos eleitores, até os mais convictos.
— Se os partidos já eram frágeis antes, com todos esses escândalos a fragilidade só se acentuou — diz o cientista político Paulo Moura, da Ulbra.
Apesar de tudo, os especialistas acreditam que a crise de credibilidade tem saída. Inclusive porque, curiosamente, o voto nulo ou branco nunca teve grande expressão no país e, mesmo com o pé atrás, 40% dos brasileiros disseram ao Vox Populi se identificar com algum partido — o que não é pouco.
A reversão dos baixos níveis de confiança depende das próprias agremiações e de seus líderes, de uma reforma política eficaz e, principalmente, da capacidade do eleitorado de punir as siglas descomprometidas. Previstas para junho, as convenções definirão candidatos e coligações para as próximas eleições. A palavra final, no entanto, não é deles: é de quem vota.
http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/politica/eleicoes-2012/noticia/2012/05/partidos-politicos-estudam-formas-de-ganhar-credibilidade-com-eleitores-3771267.html
16 de mai. de 2012
Eleições 2012
Estamos nos aproximando do inicio das campanhas eleitorais. As escolhas que fizermos, serão para os próximos quatro anos e as mesmas, ainda que alguns ignorem terão reflexos direto nas nossas vidas, seja no campo da saúde, segurança, educação e outras áreas. Por isso é que, estarmos atentos aos possíveis postulantes a cargos eletivos bem como as suas propostas e projetos politicos é fundamental, para que todos possam, de maneira livre e consciênte escolherem o que for melhor para os destinos de nossas comunidades.Desenvolvimento econômico e social, prosperidade e modernidade tem tudo a ver com o perfil de quem será escolhido para administrar nossos municipios no próximo periodo, portanto fiquemos ligados e participemos desta festa que é sem duvida a maior conquista do povo brasileiro dos últimos tempos que é a Democrácia.Abraço aos leitores e seguidores deste blog.
10 de mai. de 2012
NA LUTA SEMPRE!
É melhor atirar-se à luta em busca de dias melhores, mesmo correndo o risco de perder tudo, do que permanecer estático, como os pobres de espírito, que não lutam, mas também não vencem, que não conhecem a dor da derrota, nem a glória de ressurgir dos escombros. Esses pobres de espírito, ao final de sua jornada na Terra não agradecem a Deus por terem vivido, mas desculpam-se perante Ele, por terem apenas passado pela vida.
Bob Marley
8 de mai. de 2012
Saiba o que fazer para regularizar o título até amanhã, quando se encerra o prazo
Desde que abriu as portas nesta terça-feira, um dia antes do término do prazo para regularizar o título, o Tribunal Regional Eleitoral, teve movimento constante. Pela manhã, a fila em frente à Central de Atendimento ao Eleitor da Capital dava a volta no quarteirão. E tem sido assim desde que o órgão funciona em regime de plantão para atender à demanda dos porto-alegrenses.
Ao todo, são 55 funcionários trabalhando no atendimento dos eleitores — mais que o dobro do quadro habitual. O tempo médio de espera na fila é de 40 minutos nessa reta final, destacou Rafael Morgental, coordenador da Escola Judiciária Eleitoral do TRE-RS.
— Todos que ingressam na fila até as 19h recebem senha de atendimento. Nosso objetivo é garantir ao eleitor o direito de cidadania — destacou Morgental.
O coordenador explica que este ano, apesar de intensas, as filas são muito menores do que as de 2010. Ele lembra que naquela época se discutiu a obrigatoriedade do título para votar, o que fez com que os cartórios lotassem de gente em busca da segunda via do documento. Antes disso, era possível apenas com a identidade. Porém, na véspera da eleição de 2010, o Supremo Tribunal Federal decidiu retroceder na regra e deixar que fosse usada apenas a identidade, o que se mantém até hoje.
— Naquela época houve um grande movimento nos cartórios, o que não está se repetindo na mesma proporção este ano. A procura é mais de novos eleitores e de quem precisa da transferência de município — detalhou o coordenador.
Depois da campanha lançada em 9 de abril para que o jovem fizesse o documento, houve um incremento de quase 60% no universo de adolescentes, de 16 e 17 anos, da última eleição para este ano. São mais de 157 mil jovens aptos a votar no Estado contra cerca de 99 mil do último pleito. Ao todo, são 8,2 milhões de eleitores no Estado — um aumento de 115 mil pessoas com relação à eleição de 2010.
O que você precisa saber:
:: Atendimento: das 9h às 19h, sem fechar ao meio-dia.
:: Documentos necessários: identificação civil que comprove nacionalidade brasileira, como certidão de nascimento e carteira de identidade, de trabalho e profissional, juntamente com o comprovante de residência. Para o primeiro título não é aceita carteira de motorista, apenas para transferências e segunda via.
Saiba mais
:: E se eu chegar depois das 19h?
O fechamento do cadastro eleitoral ocorrerá neste horário. Portanto, apenas as pessoas que estiverem na fila até as 19h receberão atendimento.
:: O prazo pode ser estendido?
Esta hipótese não é cogitada.
:: Qual é o tempo médio de espera na fila?
Nesses últimos dias, o movimento tem sido intenso. O tempo médio de espera é de cerca de 40 minutos.
:: Como é o atendimento?
Depois de superada a fila, a pessoa apresenta os documentos a um atendente. O funcionário perguntará em que local, próximo à sua residência, prefere votar. Após, é chamada em um segundo guichê para a retirada do documento e está finalizado o processo, que não deve passar de cinco minutos.
:: Se eu não conseguir chegar a tempo do encerramento, como devo proceder?
Não há alternativa a não ser aguardar o término das eleições e procurar a Justiça Eleitoral para regularizar a situação. Nesse período, sem o título, o eleitor fica proibido de tirar passaporte, financiamento em banco público, CPF, de matricular-se em instituição pública de ensino ou em concurso público. Caso seja servidor público, fica com os vencimentos retidos.
:: Posso me ausentar do trabalho para regularizar o título?
A legislação eleitoral prevê que o trabalhador se ausente para regularizar a situação eleitoral, mediante comunicação com 48 horas de antecedência, sem prejuízo do salário.
:: E se eu não puder comparecer ao cartório eleitoral?
Pessoas com problemas físicos ou hospitalizados podem emitir uma procuração a um familiar, que juntamente com o atestado médico, receberá uma certidão de quitação eleitoral.
Fonte: TRE-RS.
http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/politica/eleicoes-2012/noticia/2012/05/saiba-o-que-fazer-para-regularizar-o-titulo-ate-amanha-quando-se-encerra-o-prazo-3751845.html
4 de mai. de 2012
Normal em Sapucaia: ninguem sabe nada.
Sapucaia não sabe quantas famílias, mas metade do município é irregular
Parece incrível, mas quase metade da área total do município de Sapucaia do Sul está em situação irregular. Conforme o secretário de Habitação, Átila Vlademir Andrade, 47% das áreas da cidade estão irregulares e se estima que esse percentual corresponda a 15,5 mil lotes em situação irregular. “Não temos como dimensionar o número de famílias, mas desde os anos 70 a ocupação irregular ganhou força no município e estamos trabalhando para reverter essa situação.” Apesar de a prefeitura destacar que não tem números de pessoas atingidas, dados divulgados em 2004 pela Fundação de Economia e Estatística (FEE) apontavam que 50 mil pessoas estavam vivendo na irregularidade na cidade. Em 2009, quando a prefeitura lançou projeto de regularização, o então secretário Tita Nunes declarou que o município tinha 16 mil lotes irregulares, o equivalente a 51% de área da cidade e novamente apontou que 50 mil pessoas viviam na irregularidade.
Até o momento, já foram regularizadas 97 famílias que viviam às margens do Arroio José Joaquim, 76 famílias da Vila Barreira, no bairro Boa Vista, 500 lotes da Cooperativa Amobem, 700 lotes da Vila Corsan, 202 da Cooperativa Boa Esperança e 102 do Loteamento Renascer. “Aqueles que viviam em áreas de risco foram encaminhados para o Residencial Ilha Bella e para o Loteamento Colina Verde.” Atualmente, segundo Andrade, a prefeitura trabalha para regularizar as 2,5 mil famílias da Vila Pedro Simon, Vila Floresta e Loteamento Santa Luzia. “Além disso, estamos trabalhando para a retirada das cerca de mil famílias da RS-118. Três bairros - Ipiranga, Vargas e Colonial - podem receber os moradores.”
http://www.jornalvs.com.br/regiao/387432/sao-leopoldo-e-sapucaia-enfrentam-os-maiores-desafios.html
2 de mai. de 2012
Presidente de partido que Cachoeira estaria tentando comprar nega envolvimento com o bicheiro
O presidente nacional e fundador do PRTB, Levy Fidelix, negou nesta quarta-feira que tenha negociado com integrantes do grupo liderado pelo bicheiro Carlinhos Cachoeira a venda da seção goiana do seu partido. Fidelix negou conhecer Cachoeira e o sargento da reserva Idalberto Matias de Araújo, o Dadá, suspeito de intermediar a suposta negociação com o partido.
— Temos um grande factoide no país. Jamais ocorreu. Dadá que conheço, só o dos Trapalhões e cachoeira só Itaipu Binacional. Nunca houve contato, não há contato, não o conheço. Não posso pagar por algo que desconheço, — disse
Segundo reportagens veiculadas no feriado pela imprensa, escutas telefônicas feitas pela Polícia Federal revelaram a tentativa de Carlinhos Cachoeira de comprar o PRTB de goiano. Em ligações gravadas em maio de 2011, o bicheiro e Dadá falam de diversas legendas menores e citam o nome do presidente nacional do PRTB.
Perguntado se o seu partido estaria à venda, Fidelix disse que a sigla é como se fosse um filho.
— Sou fundador do PRTB. Ele é um filho meu. Não vendo meu filho. Você [referindo-se ao jornalista] venderia um filho seu? É meu filho, meu sangue, minha carne, minha vida — argumentou Fidelix.
Para ele, o vazamento de informações sigilosas de operações da PF visam a atingir sua pré-candidatura à prefeitura de São Paulo. Fidelix disse que pretende conversar com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, para cobrar explicações.
http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/politica/noticia/2012/05/presidente-de-partido-que-cachoeira-estaria-tentando-comprar-nega-envolvimento-com-o-bicheiro-3745408.html
25 de abr. de 2012
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